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CIÊNCIAS FORENSES

Artigo de perito da Politec é publicado em revista científica internacional

31/10/2017 - 17:48
Assessoria/ Politec-MT

O artigo científico escrito pelo perito oficial criminal Heitor Simões Dutra Correa, que apresenta uma técnica econômica e eficaz na extração de DNA a partir da raiz de dentes humanos será publicado na edição de novembro da Revista Forensic Science International.

A técnica é empregada no Laboratório Forense da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para a identificação genética desde 2015 e foi desenvolvida a partir da dissertação de Mestrado do autor, no Programa de Mestrado de Ciências Odontológicas Integradas da Universidade de Cuiabá. Consiste na desmineralização do dente, tornando-o mais maleável para que a sua raiz possa ser cortada com um bisturi.

“O objetivo deste estudo foi apresentar como raízes desmineralizadas podem ser fontes de DNA sem a necessidade do emprego de equipamentos caros para a pulverização de amostras ou processamento dos dentes’’, citou.

Durante a pesquisa foram analisados de um a cinco dentes de 20 corpos humanos não identificados recuperados do centro-oeste do Brasil.
Os dentes inteiros foram desmineralizados em solução de EDTA (reagentes químicos) com a troca diária da solução. Após aproximadamente sete dias, os milímetros finais da ponta da raiz foram cortados. Esta porção da amostra foi utilizada para extração de DNA através de um protocolo orgânico convencional.
 
Ao final das análises, foram obtidos perfis genéticos completos para 85% dos indivíduos estudados, dos quais 80% foram identificados positivamente. “Esta abordagem alternativa de baixa tecnologia para processamento de dentes pós-morte é capaz de extrair DNA em quantidade e qualidade suficientes para o trabalho forense, mostrando que as raízes são fontes viáveis de DNA nuclear mesmo após a desmineralização”, constatou.

A extração de DNA a partir dos dentes ocorre, principalmente, para a identificação de corpos carbonizados ou em avançado estado de decomposição. Isso acontece porque, nesses casos, os dentes são considerados as melhores fontes de DNA quando sangue e músculos não são viáveis para análise, conforme o perito criminal.